domingo, 11 de janeiro de 2009

Did I dream you dreamed about me?





Song To The Siren - Tim Buckley

Long afloat on shipless oceans
I did all my best to smile
'Til your singing eyes and fingers
Drew me loving to your isle
And you sang
Sail to me
Sail to me
Let me enfold you
Here I am
Here I am
Waiting to hold you

Did I dream you dreamed about me?
Were you here when i was full sail
Now my foolish boat is leaning
Broken lovelorn on your rocks,
For you sing, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow:
O my heart, O my heart shies from the sorrow"

I am puzzled as the newborn child
I am troubled at the tide:
Should I stand amid the breakers?
Should I lie with Death my bride?
Hear me sing, "Swim to me, Swim to me, Let me enfold you:
Here I am, Here I am, Waiting to hold you"

Esta uma das músicas do filme Candy do realizador Neil Armfield!

Belíssima...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Somersault - Salto Mortal



Já alguma vez te sentiste indigente... sem raízes...
A tua casa é o gélido vento que decepa o teu rosto!?

Sem a ternura de um colo e o toque morno de um abraço!?

Já alguma vez te deixaste guiar pelos teus instintos... pela tua verdadeira essência!
Já paraste para pensar o que poderia acontecer!?
Não seria... tão bom... sentires que pelo menos uma vez na vida foste fiel à tua verdade... por muito que cruel que seja a realidade... mesmo que os outros não aprovem...
Já te sentiste observado pelas mediocridades de olhares indiscretos?
Que julgam e avaliam em cima dos seus orgulhos?
Já pensaste que a tua felicidade não pode depender dos outros?
Seria imensamente egoísta e fútil acreditar que só seremos felizes se possuirmos algo ou se estivermos com alguém...
Salto mortal é uma autêntica expressão de arte assombrosa e monstruosamente bela!
Um filme com textura e perfume...

Somersault de Cate Shortland … Distinguido pelo Australian Film Institute com 13 prémios, entre os quais Melhores Filme, Realização, Actriz, Actor, e Argumento. Um filme luminoso.

“Foi na combinação das paisagens e das crianças transtornadas que encontrei a inspiração para este filme. O filme é habitado por pessoas assustadoras que apenas querem ser amadas; eu queria que o espectador se sentisse intimidado por elas. Às vezes, o filme é bastante negro, mas é então que aparece Heidi cercada de luz.”

Cate Shortland.

O último habitante




"Rasgo o melancólico lume interior dos insectos
Atravesso a sabedoria das infindáveis areias de sono
Sou o último habitante do lado mitológico das cidades

Por vezes consigo acordar
Sacio a sede com a tua sombra para que nada me persiga
Teço o casulo de cocaína escondo-me no mel da língua
Lembro-me... fomos dois amigos e um cão sem nome
Percorrendo a estelar noite doutros corpos

Mas já me doem as veias quando te chamo
O coração oxidado enjaulou a vontade de te amar
Os dedos largaram profundas auusências sobre o rosto
E os dias são pequenas manchas de cor sem ninguém

Ficou-me este corpo sem tempo fotografado à sombra da casa
Onde a memória se quebra com os objectos e amarelece no papel
Pouco ou nada me lembro de mim

Em tempos escrevi um diário perdido numa mudança de casa
Continuo a monologar com o medo a visão breve destes ossos
Suspensos no fulcro da noite por um fio de sal

Partir de novo seria tudo esquecer
Mesmo a ave que de manhã vem dar asas à boca recente do sonho
Mas decidi ficar aqui a olhar sem paixão o lixo dos espelhos
Onde a vida e os barcos se cobrem de lodo

Pernoito neste corpo magro espero a catástrofe
Basta manter-me imóvel e olhar o que fui na fotografia
Não... não voltarei a suicidar-me
Pelo menos esta noite estou longe de desejar a eternidade"

Al berto, in o medo

Fantástico né?!
Às vezes sinto que as palavras do Al berto esventram-me a alma e sulcam sobre o papel as sombras que me insuflam...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Fui tão feliz em Aveiro... Obrigado Efémero



É talvez o último dia da minha vida.


É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.


Alberto Caeiro

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

do meu corpo, qual foi a razão para que a morte
e a solidão começassem? a doença, dizia alguém
tão longe. a doença, a doença, repetia tão longe.

eu imaginava que a doença era um desespero
enterrado sob as árvores. eu fechava os olhos
às paredes que envelheciam no corpo da casa.

agora, apodrece o lugar que deixaste vazio na
minha pele. agora escolho entre a terra, sob as
árvores, um lugar bonito, simples para morrer.

José Luís Peixoto

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008



Fechar os olhos, repousar, tentar inspirar e expirar calmamente...

O corpo pesaroso embate contra um beijo rasteiro e abandona-se num olhar vazio... um sorriso permanece estático nos lábios e sobre o corpo repousa o vento tiritando a poeira desta frágil
carne ...
A alma não me pertence... pertence aos braços das árvores...


sábado, 22 de novembro de 2008

Já sentiste alguma vez que te roubaram o fôlego da alma... e só te restasse o pó suspenso do ar que te expira? Já...?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sou uma mulher de silêncio



“Sou uma mulher de silêncio que não aprecia as efusões nem as lágrimas. Falo pouco porque a maior parte das palavras se me afiguram vãs, e julgo que, para os outros, percorri a vida numa gravidade serena, na qual não puderam adivinhar tristeza ou desespero. Uma mulher de silêncio morando no silêncio, a ouvi-lo no interior dos sons, no interior das frases e da música, o silêncio das ondas na Ericeira, o silêncio dos ralos no Algarve, o silêncio das discussões quando os gritos começam e os muros urram, ecoando o despeito das pessoas.”

António Lobo Antunes.

Abandono aqui esta expressão de sentir desenvolvida pelo grupo de teatro que (des)oriento...
Há muita coisa a aperfeiçoar mas a minha partilha é sincera, como forma de exorcizo de todos os meus males...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tristão e Isolda



Em tempos sombrios, depois da queda do Império Romano, a fraca Grã-Bretanha está dividida em vários clãs que disputam o poder entre si, enquanto a poderosa Irlanda, intocada pelos romanos, domina e manda nas tribos britânicas.

Para reverter a situação, o justo e nobre Marke, líder dos bretões, se encontra com chefes de outros clãs para tentar unir o país, mas acaba por ser atacado e assassinado por Morholt, líder os irlandeses, e seus seguidores. Na tentativa de salvar o jovem Tristão, Marke perde sua mão, mas garante a sobrevivência do jovem que ele criou como se fosse seu parente.

Anos depois, após mais um ataque das forças irlandesas, Tristão resgata seu povo, que havia sido capturado para servir de escravos para o malvado Morholt, que, nesse meio tempo, havia conquistado a mão da Princesa Isolda, com quem prometeu se casar.

Ao tentar tomar de assalto o castelo, Tristão é envenenado pela espada de Morholt, declarado morto por seus companheiros, e colocado em um barco funerário, após uma simbólica cerimônia. Isolda acaba por encontrar o barco e por se apaixonar pelo jovem rapaz, e quando ambos retornam para a Grã-Bretanha, a moça mente sobre seu nome para passar despercebido e poder viver com seu amor.

No entanto, após encontrar sua filha, o Rei Donnchadh, junto do traidor Wictred, decide promover um torneio, prometendo a mão de Isolda em casamento ao vencedor. Tristão enfrenta o desafio e o vence. Sem saber que Isolda é o seu amor, Tristão a oferece a Marke, para promover a união da Grã-Bretanha, mas quando ele a vê, a confusão toma conta de sua cabeça, e ele tem que decidir entre a amizade e lealdade por Marke, e o amor que sente por Isolda.

in Wikipédia

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Billy Elliot



Porque nem sempre aquilo que os outros esperam de nós é o que temos de melhor para dar!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Adele... First love




So little to say
But so much time
Ddespite my empty mouth
The words are in my mind
Please wear the face
The one where you smile
Because you
Lighten up my heart
When I start to cry

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


"Quase tudo o que fazemos parece insignificante, mas é muito importante que façamos.
Tu precisas ser a mudança que desejas ver no Mundo."

Mahatma Gandhi

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O paciente inglês - vencedor de 9 óscares!







"Meu amor, estou à tua espera. Quanto dura um dia quando está escuro? E uma semana? O fogo apagou-se. Tenho muito frio. Devia arrastar-me até lá fora. Mas haveria o Sol. Receio gastar luz com as pinturas e para escrever estas palavras...
Morremos... Morremos ricos com amantes e tribos, gostos que experimentamos, corpos em que penetrámos e em que nadamos como rios. Medos em que nos escondemos como esta maldita gruta. Quero tudo isto marcado no meu corpo. Nós somos os verdadeiros países. Não as fronteiras marcadas em mapas com os nomes de homens poderosos.
Sei que virás e me levarás para o palácio dos ventos. É tudo o que quis. Passear nesse lugar contigo com amigos. Uma terra sem mapas. A lanterna acabou-se e estou a escrever às escuras..."

in Paciente Inglês

Simplesmente Fabuloso!




Sentes que a tua vida é rodeada de uma frustração imensa! Que a tua vida deixou de ter sentido ou que nunca o teve! Que tens sede e fome do que não se bebe nem se come!? Que precisas urgentemente encontrar um caminho uma forma de viveres a vida como te dita o coração!?

Então vê e revê este fantástico filme! Para além da banda sonora de arrepiar, deslumbra a essência de qualquer um! Aprendemos a ver de outra forma os pormenores que tornam a vida encantadora! Aqueles pormenores que deixam escapar uma lágrima, que arrepiam o mais céptico indivíduo! Posso dizer que este filme faz-nos acreditar que todos os nossos gestos são imprescindíveis na felicidade do outro!

Estátuas de sal

Fotografia e trabalho de edição por Minha feia

Quantas vezes paramos para pensar no passado e não impedimos que o presente seja apenas um memorial do passado morto?

O passado não ressuscita, apenas tem o poder de despertar as lágrimas e os sorrisos!
E se o ressuscitado for as lágrimas, berrai!
Gritai com todo o ar que habita a vossa carne, chorai o sal da vossa alma e lembrai-vos que sois dignos de ter um presente de esperanças futuras...

A bíblia revela a história sobre uma mulher gananciosa, a mulher de Ló, que teve de abandonar tudo para não ser atingida pelo castigo divino. Deus tinha avisado Ló que ao partir não podiam olhar para trás senão transformariam-se em sal! Bem... a mulher de Ló olhou para trás, talvez para recordar as suas vestes ou as suas jóias... e foi transformada numa estátua de Sal...
Assim também acontece connosco, pelo menos falo por mim... Deixamos o olhar esquecido nas nossas jóias do passado que neste presente não passam de bijuteria fútil e inútil!

Eu não quero ser uma estátua de sal!

Doravante o único sal que usarei é para sarar as feridas, para conseguir levantar-me e seguir o meu caminho!

Para agarrar a Vida com as próprias mãos! E reduzir manipulações e falsidades ao desprezível pó dos meus pés!

aahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh (para quem não entendeu, isto foi o meu grito de libertação! weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee =)