
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Amor... complicado p'a caraca =)
"A nível da alma a dor que sentimos pelas quebras nas nossas relações não é a dor da injustiça ou da vingança incompleta: é a dor de querer amar e sentir esse impulso cortado, interrompido. A alma de facto insistirá no amor, sabendo que tudo o mais é palha, tudo o mais é apenas preparação."
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Bêbada de paleio
Cansa-me a futilidade, os estratagemas e as defesas parvas que cada um de nós constrói para se defender da presença do outro... antes de tudo sou um animal social...
Não quero que me contem das borracheiras que apanharam... dos feitos e conquistas que realizaram em prol da auto-admiração... Estou farta que me contem do que têm, do que conquistaram...
Ninguém é capaz de me dizer quem é?! Será que eu sei?!
Talvez...
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Perceberam?!
=)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Alucinação
Moncho Rodrigues
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
O primeiro dia - Póvoa do lanhoso
E vamos lá ao primeiro gatinhar....
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Nascimento último
Desejaria enrolar-me numa folha e dormir na sombra.
E germinar no sono, germinar na árvore.
Tudo acabaria na noite, lentamente, sob uma chuva densa.
Tudo acabaria pelo mais alto desejo num sorriso de nada.
No encontro e no abandono, na última nudez,
respiraria ao ritmo do vento, na relação mais viva.
Seria de novo o gérmen que fui, o rosto indivisível.
E ébrias as palavras diriam o vinho e a argila
e o repouso do ser no ser, os seus obscuros terraços.
Entre rumores e rios a morte perder-se-ia.
António Ramos Rosa
domingo, 11 de janeiro de 2009
Did I dream you dreamed about me?
Song To The Siren - Tim Buckley
Long afloat on shipless oceans
I did all my best to smile
'Til your singing eyes and fingers
Drew me loving to your isle
And you sang
Sail to me
Sail to me
Let me enfold you
Here I am
Here I am
Waiting to hold you
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when i was full sail
Now my foolish boat is leaning
Broken lovelorn on your rocks,
For you sing, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow:
O my heart, O my heart shies from the sorrow"
I am puzzled as the newborn child
I am troubled at the tide:
Should I stand amid the breakers?
Should I lie with Death my bride?
Hear me sing, "Swim to me, Swim to me, Let me enfold you:
Here I am, Here I am, Waiting to hold you"
Belíssima...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Somersault - Salto Mortal
Já alguma vez te sentiste indigente... sem raízes...
A tua casa é o gélido vento que decepa o teu rosto!?
Sem a ternura de um colo e o toque morno de um abraço!?
Já alguma vez te deixaste guiar pelos teus instintos... pela tua verdadeira essência!
Já paraste para pensar o que poderia acontecer!?
Não seria... tão bom... sentires que pelo menos uma vez na vida foste fiel à tua verdade... por muito que cruel que seja a realidade... mesmo que os outros não aprovem...
Já te sentiste observado pelas mediocridades de olhares indiscretos?
Que julgam e avaliam em cima dos seus orgulhos?
Já pensaste que a tua felicidade não pode depender dos outros?
Seria imensamente egoísta e fútil acreditar que só seremos felizes se possuirmos algo ou se estivermos com alguém...
Salto mortal é uma autêntica expressão de arte assombrosa e monstruosamente bela!
Um filme com textura e perfume...
“Foi na combinação das paisagens e das crianças transtornadas que encontrei a inspiração para este filme. O filme é habitado por pessoas assustadoras que apenas querem ser amadas; eu queria que o espectador se sentisse intimidado por elas. Às vezes, o filme é bastante negro, mas é então que aparece Heidi cercada de luz.”
O último habitante
"Rasgo o melancólico lume interior dos insectos
Atravesso a sabedoria das infindáveis areias de sono
Sou o último habitante do lado mitológico das cidades
Por vezes consigo acordar
Sacio a sede com a tua sombra para que nada me persiga
Teço o casulo de cocaína escondo-me no mel da língua
Lembro-me... fomos dois amigos e um cão sem nome
Percorrendo a estelar noite doutros corpos
Mas já me doem as veias quando te chamo
O coração oxidado enjaulou a vontade de te amar
Os dedos largaram profundas auusências sobre o rosto
E os dias são pequenas manchas de cor sem ninguém
Ficou-me este corpo sem tempo fotografado à sombra da casa
Onde a memória se quebra com os objectos e amarelece no papel
Pouco ou nada me lembro de mim
Em tempos escrevi um diário perdido numa mudança de casa
Continuo a monologar com o medo a visão breve destes ossos
Suspensos no fulcro da noite por um fio de sal
Partir de novo seria tudo esquecer
Mesmo a ave que de manhã vem dar asas à boca recente do sonho
Mas decidi ficar aqui a olhar sem paixão o lixo dos espelhos
Onde a vida e os barcos se cobrem de lodo
Pernoito neste corpo magro espero a catástrofe
Basta manter-me imóvel e olhar o que fui na fotografia
Não... não voltarei a suicidar-me
Pelo menos esta noite estou longe de desejar a eternidade"
Al berto, in o medo
Fantástico né?!
Às vezes sinto que as palavras do Al berto esventram-me a alma e sulcam sobre o papel as sombras que me insuflam...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Fui tão feliz em Aveiro... Obrigado Efémero
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
e a solidão começassem? a doença, dizia alguém
tão longe. a doença, a doença, repetia tão longe.
eu imaginava que a doença era um desespero
enterrado sob as árvores. eu fechava os olhos
às paredes que envelheciam no corpo da casa.
agora, apodrece o lugar que deixaste vazio na
minha pele. agora escolho entre a terra, sob as
árvores, um lugar bonito, simples para morrer.
José Luís Peixoto
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Fechar os olhos, repousar, tentar inspirar e expirar calmamente...
O corpo pesaroso embate contra um beijo rasteiro e abandona-se num olhar vazio... um sorriso permanece estático nos lábios e sobre o corpo repousa o vento tiritando a poeira desta frágil carne ...
A alma não me pertence... pertence aos braços das árvores...
sábado, 22 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Sou uma mulher de silêncio
“Sou uma mulher de silêncio que não aprecia as efusões nem as lágrimas. Falo pouco porque a maior parte das palavras se me afiguram vãs, e julgo que, para os outros, percorri a vida numa gravidade serena, na qual não puderam adivinhar tristeza ou desespero. Uma mulher de silêncio morando no silêncio, a ouvi-lo no interior dos sons, no interior das frases e da música, o silêncio das ondas na Ericeira, o silêncio dos ralos no Algarve, o silêncio das discussões quando os gritos começam e os muros urram, ecoando o despeito das pessoas.”
António Lobo Antunes.
Abandono aqui esta expressão de sentir desenvolvida pelo grupo de teatro que (des)oriento...
Há muita coisa a aperfeiçoar mas a minha partilha é sincera, como forma de exorcizo de todos os meus males...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Tristão e Isolda
Em tempos sombrios, depois da queda do Império Romano, a fraca Grã-Bretanha está dividida em vários clãs que disputam o poder entre si, enquanto a poderosa Irlanda, intocada pelos romanos, domina e manda nas tribos britânicas.
Para reverter a situação, o justo e nobre Marke, líder dos bretões, se encontra com chefes de outros clãs para tentar unir o país, mas acaba por ser atacado e assassinado por Morholt, líder os irlandeses, e seus seguidores. Na tentativa de salvar o jovem Tristão, Marke perde sua mão, mas garante a sobrevivência do jovem que ele criou como se fosse seu parente.
Anos depois, após mais um ataque das forças irlandesas, Tristão resgata seu povo, que havia sido capturado para servir de escravos para o malvado Morholt, que, nesse meio tempo, havia conquistado a mão da Princesa Isolda, com quem prometeu se casar.
Ao tentar tomar de assalto o castelo, Tristão é envenenado pela espada de Morholt, declarado morto por seus companheiros, e colocado em um barco funerário, após uma simbólica cerimônia. Isolda acaba por encontrar o barco e por se apaixonar pelo jovem rapaz, e quando ambos retornam para a Grã-Bretanha, a moça mente sobre seu nome para passar despercebido e poder viver com seu amor.
No entanto, após encontrar sua filha, o Rei Donnchadh, junto do traidor Wictred, decide promover um torneio, prometendo a mão de Isolda em casamento ao vencedor. Tristão enfrenta o desafio e o vence. Sem saber que Isolda é o seu amor, Tristão a oferece a Marke, para promover a união da Grã-Bretanha, mas quando ele a vê, a confusão toma conta de sua cabeça, e ele tem que decidir entre a amizade e lealdade por Marke, e o amor que sente por Isolda.


